Em sua terceira edição, o SIMPOCRIME – Simpósio de Criminal Profiling e Análise Criminal Comportamental é um evento que objetiva a interação de profissionais e estudantes de diferentes áreas buscando estudar e trocar experiências sobre Criminal Profiling e Análise Criminal Comportamental, tão recentes no país. Para que estas áreas possam efetivamente se desenvolver no Brasil é preciso que sejam divulgadas e amplamente discutidas. Deste modo, este evento é de grande importância para todos aqueles que têm interesse pelo conhecimento e pelo crescimento do Criminal Profiling e da Análise Criminal Comportamental.

Público-alvo: Evento aberto ao público em geral, independente de formação acadêmica. Profissionais e estudantes das áreas de Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas, Psicologia, Psiquiatria, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Forenses, Policiais e Peritos Criminais, Pesquisadores Forenses, Profissionais de Carreira Judiciária, Juízes, Promotores, Delegados de Polícia, demais interessados pelo tema.

Será fornecido certificado de participação no evento.

Destaques da programação

Sábado, 24 de setembro de 2016

08:20 – 09:30
Seleção de Vítimas: por que ela foi escolhida?
Parece utopia solucionar um crime sem algum conhecimento da vítima. A Vitimologia é um dos aspectos mais importantes de uma investigação. Estuda a influência da vítima na ocorrência de um delito, objetivando estabelecer relação existente entre a aproximação da vítima e o criminoso. De fato, é determinante na resolução de um crime, conhecer a vítima, seus hábitos, vulnerabilidades, pontos fortes, sendo a Vitimologia o estudo científico da vitimização. E o estudo da vitimização fornece subsídios a respeito de como os crimes ocorrem, em que circunstâncias de tempo e lugar e por quais fatores desencadeantes. Estuda então os vários momentos do crime, da ocorrência até as consequências, respondendo a questão crucial: Por que ela?
Aline Lobato Costa
Tânia Konvalina Simas – Portugal – Portugal
Vlamir De Jesus Sandei

09:35 – 10:50
Midia, Criminologia e Psicanálise – A análise do papel da mídia frente aos Serial Killers
O tema aborda como a mídia se beneficiou dos serial killers ao longo da história e como a sociedade se interessa e se fascina com a violência e comportamentos sádicos. Trata do surgimento e formação do tema serial killers no caso Jack Estripador. Aborda também o surgimento do nome serial killer atrelado a década de 70 e ao caso Zodíaco. Como a psicanálise explica esse fascínio e como jornalistas já contribuíram para o desvendar de casos e como contribuíram com mais mortes. Enfim uma análise criminológica importante e geralmente não muito falada.
Antonio Jose Eça
Rubens Correia Junior

11:15 – 12:25
A Psicologia Solucionando Crimes: perfil criminal geográfico de assassinos em série
A Psicologia Investigativa busca analisar o comportamento criminoso com vistas a facilitar a sua captura. Para tanto, diversas técnicas foram sendo desenvolvidas, dentre elas está o Perfil Criminal Geográfico (Geographical Offender Profiling). Está técnica originou-se na Inglaterra e Canadá por volta da década de 1990. Com sua evolução técnica e científica pôde ser cada vez mais precisa sendo amplamente utilizada em seus países de origem assim como nos Estados Unidos, Holanda, Índia, entre outros. Entretanto, não há nenhum caso ou pesquisa científica que comprove a sua eficácia no Brasil. Com isso, o presente trabalho teve o objetivo de verificar a eficácia do Perfil Criminal Geográfico em uma população brasileira de assassinos em série de modo a realizar a necessária avaliação da mesma para que possa rapidamente ser integrada ao arsenal investigativo policial para combate à criminalidade.
Aline Lobato Costa
Dênis Victor Lino

14:00 – 15:20
Morte Duvidosa: homicídio, suicídio ou acidente?
Muitas mortes duvidosas, que acontecem no Brasil, deixam de ser esclarecidas e a polícia poderia dispor de um profissional da área de saúde mental, psicólogo ou psiquiatra, participando destas averiguações através método da Autópsia Psicológica, eficiente método investigativo que nasceu em Cuba, na década de 1940, com fins criminalísticos. Trata-se de um procedimento que busca informações importantes a respeito de todas as pessoas envolvidas. Não apenas quem morreu será analisado, mas os mais próximos também.
Maria De Fatima Franco Dos Santos

15:20 – 16:35
Crimes Sexuais Praticados por Mulheres
A palestra visa discutir o panorama global dos crimes sexuais cometidos por mulheres. Embora a maioria das atenções em crimes sexuais seja direcionada aos homens como os criminosos, ultimamente têm-se discutido fatores que levam as mulheres a cometerem esses crimes.
Fabiana Saffi

17:05 – 18:25
Terrorismo: Perfil e Negociação com Terroristas – Detecção de sinais de comportamento não verbal
Ações terroristas têm motivação religiosa, política ou racial. A constante ameaça de ataques dessa natureza constrói uma realidade de medo e insegurança, o que leva as autoridades a buscar o conhecimento sobre o perfil desse tipo de comportamento a fim de identificar as melhores estratégias de intervenção.
Leonardo Ferreira Faria
Mônica Azzariti
Rui Mateus Joaquim

Domingo, 24 de setembro de 2016

08:00 – 12:00
Minicurso 1: Hipnose Forense – O detetive da memória: Aplicação da hipnose forense como ferramenta na investigação criminal
O Curso de Hipnose Forense tem o objetivo de propiciar conhecimentos na área de Hipnose com noções de retrato falado na área forense com ilustração de casos realizados na prática no Instituto de Criminalística do Paraná. O palestrante foi o precursor da hipnose forense na América Latina. O método ajudou a elucidar cerca de 700 crimes no Paraná. OBS: o curso não tem como objetivo, ensinar técnica de Hipnose Forense, procedimento exclusivo de médicos, odontólogos e psicólogos. Tópicos: Histórico do laboratório de hipnose forense no Instituto de Criminalística do Paraná História da hipnose Teorias da hipnose Memória emocional Retrato falado Relato de casos Ética Conclusões
Rui Fernando Cruz Sampaio

08:00 – 12:00
Minicurso 2: Profiling em Homicídios e Serial Killers
Criminal profiling é a técnica onde as características de um criminoso podem ser deduzidas através da cuidadosa análise das características do crime. De fato, a análise de como, onde, quando e contra quem o crime é cometido leva ao entendimento de porque o crime ocorre e, em certo grau, ao tipo de pessoa que comete o crime. Na utilização das técnicas e abordagens relacionadas ao profiling a análise de homicidas e serial killers recebe destaque. Porém, será o Criminal Profiling arte ou ciência, intuição ou subjetividade científica? Existe uma fascinação pelo tema, o qual é explorado nos livros, seriados, filmes. No entanto, quais os instrumentos, métodos e técnicas científicas por trás desse tema tão intrigante ao imaginário popular? O fato é que: da mente, das emoções, das ações do criminoso vem a verdade e que essa verdade pode ser cientificamente coletada, mensurada e analisada em prol da investigação criminal. Neste minicurso serão apresentadas as principais abordagens e suas técnicas de análise da cena do crime relacionadas ao profiling, concentrando atenção nos homicidas e serial killers. Respondendo à: Por que ela? Por que neste local? Por que dessa forma?
Aline Lobato Costa

08:00 – 12:00
Minicurso 3: Metodologia Ideográfica para Construir um Perfil Criminal
A construção de um perfil criminal obedece a regras éticas e metodológicas que são determinantes para a qualidade do resultado desse tipo de análise comportamental. A redação de um perfil criminal obedece ainda a uma lógica interna que envolve várias etapas cumulativas e que não devem ser omitidas nem/ou embaralhadas. Nesse mini curso construiremos um perfil criminal passo a passo, utilizando uma abordagem ideográfica que inclui vitimologia forense (análise do risco), reconstrução do crime (avaliação e discussão da dinâmica mecânica e comportamental do crime), a caracterização do local do crime ( colocar as perguntas corretas para encontrar as respostas certas) e ainda a dedução das características do ofensor (de acordo com a análise das provas comportamentais recolhidas e analisadas). No final do curso você saberá qual a estrutura do perfil criminal assim como um entendimento analítico do processo que culmina na identificação de um grupo de suspeitos ou na redução do grupo de suspeitos.
Tânia Konvalina Simas – Portugal – Portugal

08:00 – 12:00
Minicurso 4: Ser ou não Ser: O efeito da simulação e dissimulação na perícia psicológica
A simulação em contexto de perícia psicológica ocorre quando um indivíduo imita um determinado tipo ou modelo de comportamento para poder obter as vantagens que a sociedade ou a lei, como tal, assim atribui ser portador da patologia ao qual está representando. O uso da simulação e da dissimulação está relacionado a ganhos secundários (arranjos financeiros, direitos, etc.), e apresenta distorções conscientes e voluntárias como fingir e ocultar sintomas, principalmente em situações forenses aonde há uma necessidade de entender e compreender o comportamento daqueles que estão em condição de vítima , testemunha e acusado. Tópicos: Conceitos e tipos de simulação e dissimulação; A simulação e dissimulação em contexto pericial forense Sintomas e características psicológicas presentes Técnicas de avaliar a simulação e dissimulação A entrevista com o simulador Indicadores psicológicos da simulação Estudos de casos reais de simulação em contexto forense
Leonardo Ferreira Faria

14:00 – 15:20
Fatores Psicopatológicos e Comportamento Criminoso: Tipos de crimes e doenças associadas.
Será o criminoso responsável pelos atos praticados ou será vítima de um estado doentio? Fala-se muito na existência de uma personalidade propensa ao crime e ao delito e essa sempre foi uma preocupação de muitos autores da sociologia, psiquiatria e antropologia. Alguns identificam nessas pessoas naturalmente más, portadores de Transtorno Anti-Social da Personalidade, ou Sociopatas, ou Psicopatas e coisas assim criando a ideia de Traços de Personalidade ou de uma Personalidade Criminosa determinante de comportamentos delinqüentes.
Antonio De Pádua Serafim

15:45 – 17:00
Falsas Memórias: O efeito da emoção sobre a falsificação da memória aplicados ao reconhecimento pessoal e aos depoimentos forenses
Priscila De Camargo Palma