10 e 11 de junho de 2016

Horário: Das 8:30 às 18:30

Local: IPUB - UFRJ - Av. Venceslau Brás 71 Fundos, Rio de Janeiro, RJ

A partir de R$ 170,00

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O Fórum Internacional: tem por objetivo promover um espaço de debates e trocas de experiências entre pessoas e organizações que vêm construindo práticas bem sucedidas no desenvolvimento da boa qualidade dos serviços de saúde mental comunitária, e aquelas que estão em processo de implementação de estratégias de desinstitucionalização e serviços efetivos que melhorem a vida de pessoas em sofrimento psíquico.

Update: inscrições encerradas.

A idealização desse Fórum advém de articulações entre profissionais de saúde, professores, do CENAT (Centro Educacional Novas Abordagens Terapêuticas) que presta consultoria na área da saúde mental e educação inclusiva, em conjunto com IPUB/UFRJ. A idéia para o Fórum vem da aproximação entre os profissionais de saúde, professores, usuários do serviço e membros da família no Brasil.

Questões a serem discutidas:

Não há nenhuma linha divisória clara entre “psicose” e outros pensamentos, sentimentos e crenças: a psicose pode ser compreendida e tratada da mesma forma que outros problemas psicológicos, como ansiedade ou timidez. Um progresso significativo foi feito ao longo dos últimos vinte anos, tanto em compreender a psicologia dessas experiências e em encontrar maneiras de ajudar.

Algumas pessoas acham que é útil pensar em si mesmos como sendo uma “doença”. Outros preferem pensar em seus problemas como, por exemplo, um aspecto de sua personalidade ou de um evento traumático que essa pessoa passou.

Em algumas culturas, experiências, tais como ouvir vozes é altamente valorizado. Experiências de cada indivíduo são únicos. Para muitas pessoas, embora não todos, experiências como ouvir vozes ou sentir paranóico são de curta duração. Mesmo as pessoas que continuam a experimentá-los, no entanto, muitas vezes, levam vidas felizes e bem sucedidas. É um mito que as pessoas que têm essas experiências são susceptíveis de ser violento.

De modo mais geral, é vital que os serviços de ofereçam às pessoas a oportunidade de falar em detalhes sobre as suas experiências e para dar sentido ao que aconteceu com elas.
Profissionais não devem insistir para que as pessoas aceitem qualquer um quadro particulares de compreensão, por exemplo, que as suas experiências são sintomas de uma doença.

“Muitas pessoas acham que a medicação ‘antipsicótico” ajuda a tornar as experiências menos freqüente intensa ou angustiante. No entanto, não há nenhuma evidência de que a medicação ajude no médio prazo. Evidências recentes mostram o efeito colateral do medicamento.

Os objetivos do evento contemplam:
• Discutir Práticas alternativas em Saúde Mental.
• Debater a medicalização da vida
• Divulgar e debater abordagens para trabalhar com usuários e suas famílias.
• Provocar profissionais e trabalhadores da saúde a fim de que despertem para a importância de construir novas estratégias no cuidado em saúde mental em conjunto com usuários dos serviços e seus familiares.

Comissão Organizadora

CENAT
IPUB/UFRJ

Principais Tópicos que serão desenvolvidos

  • Práticas alternativas em Saúde Mental
  • Medicalização da vida
  • Experiências de vida e como nos afetam
  • Abordagens para trabalhar com usuários e familiares (Open Dialog, Grupo de auto ajuda, suporte a familiares e amigos, Grupo mútuo ajuda, Peer support, Grupo de ouvidores de vozes e Suporte Terapêutico)

Público-alvo

Profissionais e estudantes: de Psicologia; Terapia Ocupacional; Serviço Social; Enfermagem; Medicina; Educação; Saúde Coletiva; Saúde Pública. Técnicos dos serviços de Saúde Mental como: CAPS, NASF, hospitais-dia, centros de convivência, residências terapêuticas, oficinas terapêuticas, emergências psiquiátricas e ambulatórios.

Relação dos Congressistas / Palestrantes / Instituições

Palestrante: Prof Paul Baker (Inglaterra)
Currículo: Formado em sociologia e assistência social na Universidade de Manchester e pós graduação em Saúde Mental. Secretário na International Mental Health Collaborating Network (IMHCN), coordenador de mídias sociais da Intervoice e um dos fundadores da Intervoice no Reino Unido. Desenvolveu projetos na área da saúde mental em Trieste (Itália), Servia, Croácia, Inglaterra e País de Gales. Realizou workshops em mais 15 países. Paul publicou o livro “The Voice Inside” (A Voz Interior). Escreveu capítulos e artigos sobre: recovery house, pessoas que ouvem vozes e medicalização da vida.

Palestrante: Profa Dévora kestel (Argentina)
Currículo: Formada em Psicologia pela Universidade de La Plata na Argentina, Mestrado em Saúde pública pela London School. Desenvolveu por 10 anos o projeto de saúde comunitária em Trieste, Itália. Trabalhou na Albânia e Kosovo pela OMS. Em 2007 trabalhou no Caribe desenvolvendo projetos na área da saúde mental junto a OMS. Dévora é especialista sênior política de saúde mental na OPAS / OMS com mais de vinte e cinco anos de experiência internacional na Europa, Caribe e América Latina, ajudou a implementar e aconselhar governos sobre as políticas nacionais relacionadas com os sistemas de saúde mental. Atualmente é chefe o departamento de saúde mental da OMS e da Organização Pan Americana de Saúde em Washington (EUA).

Palestrante: Roberta Casadio (Itália)
Currículo: Formada em psicologia pela Universidade de Bologna, mestrado em psicologia clinica pela Universidade de Bologna e doutorado pela Escola de Psicoterapia de Roma. Desenvolveu trabalho de Recovery House junto ao departamento de Saúde Mental de Trieste. Foi coordenadora do projeto Recovery House em Florença. É Presidente da ONG Il Cerchio e l’Albero, desenvolve projetos com familiares e usuários. Publicou dois livros e ministrou workshops na Itália, Dinamarca, Reino Unido e Austrália. Atualmente é coordenadora na Itália da abordagem Open Dialogue, ministra workshop sobre o Open Dialog e Recovery House.

Palestrante: Profa Dra Maria Tavares
Formada em Medicina pela UERJ (1985), mestrado em Psiquiatria, Psicanálise e Saúde Mental pela UFRJ (1992), doutorado em Psiquiatria, Psicanálise e Saúde Mental pela UFRJ (1997) e pos-doutorado na area de epidemiologia psiquiatrica na Universidade de Columbia, Nova York (2008). Atualmente é professor associado da UFRJ. Foi eleita para a direção do Instituto de Psiquiatria da UFRJ para o período entre 2010-2014.

Palestrante: Prof. Dr Octavio Domont de Serpa (Brasil)
Possui graduação em Medicina pela UFRJ (1985), mestrado em Psiquiatria e Saúde Mental pela UFRJ (1992), doutorado em Psiquiatria e Saúde Mental pela UFRJ(1997) e pos-doutorado no Centre de Recherche en Epistémologie Appliquée/Ecole Polytechnique (2006/2007). Atualmente é professor-adjunto da UFRJ. coordenador do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Psicopatologia Subjetividade do Instituto e coordenador do grupo de ouvidores de vozes no Rio de Janeiro.

Palestrante: Prof. Dr Júlio Vertzman
Possui graduação em Medicina pela UFRJ(1985), mestrado em Psiquiatria e Saúde Mental pela UFRJ(1992), doutorado em Psiquiatria e Saúde Mental pela UFRJ(1997) e residencia-medicapela UFRJ(1987). Atualmente é Médico psiquiatra da UFRJ, programa de pós-graduação em teoria psicanal UFRJ e Revisor de periódico da Revista Agora.

Palestrante: Profa. Dra Erotildes Maria Leal
Graduação em Medicina pela UFES (1985), mestrado em Saúde Coletiva pela UERJ (1994), doutorado em Psiquiatria e Saúde Mental pela UFRJ (1999), pós doutorado Universidade de Toronto/CICAD. Trabalhou com programas de Residência em Psiquiatria em Saúde Mental do Município do Rio de Janeiro (1996 a 2005) Foi professora visitante, pelo período de março de 2005 a fevereiro de 2007, junto ao Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Faculdade de Medicina, lotada no Instituto de Psiquiatria IPUB/UFRJ. Atualmente: a) professora adjunta do curso de Medicina da UFRJ – campus de Macaé, b) professora associada da pós graduação em Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP.

Palestrante: Prof. Dr Eduardo Mourão Vasconcelos
Possui graduação em Psicologia pela UFMG (1978), mestrado em Ciência Política pela UFMG (1985), doutorado em políticas sociais pela London School of Economics (1992) e pós-doutorado na Anglia Ruskin University, Cabridge, Reino Unido. É professor associado aposentado da UFRJ, mas em fase de nova integração como professor voluntário do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social (PPGSS) da UFRJ. É coordenador do projeto pesquisa e e extensão Transversões (Saúde Mental, Desinstitucionalização e Abordagens Psicossociais), e pesquisador I-B de produtividade científica do CNPQ. Tem longa experiência em políticas sociais, movimentos sociais e psicologia social, com ênfase particular no campo da saúde mental, sendo reconhecido como uma das lideranças dos movimentos de reforma psiquiátrica e antimanicomial no país.

Palestrante: Profa.Dra Antonia Regina Furegato
Graduada em Enfermagem pela USP (1972). Mestre em Enfermagem Psiquiátrica (1978), Doutora em Enfermagem (1986) e Professora Titular (1996). Exerceu as funções de docente e pesquisadora junto ao Departamento de Enfermagem Psiquiátrica de Ribeirão Preto de 1973 a 2010, onde apesar de aposentada ainda exerce as funções de Professor Colaborador Sênior. Sua experiência profissional focaliza: políticas e práticas de saúde mental; relações interpessoais no cuidado de enfermagem e no ensino especialmente no que se refere a doenças severas como depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia.

Mais palestrantes a serão confirmados nos próximos dias.

Programa / Cronograma

Primeiro dia:

Horário 10 de Junho
8:30 – 9:00 Credenciamento
9:00 – 12:00 Apresentação de trabalho oral
15 minutos por apresentação, 4 salas
12:00 – 13:30 Intervalo Almoço
13:30 – 14:00 Abertura do Fórum
14:00 – 15:00 Dévora Kestel: Os desafios da saúde mental comunitária
15:00– 15:45 Debate Os serviços de saúde mental estão ajudando a recuperar o usuário?
15:45 – 16:00 Cofee break
16:00 – 17:20 Mesa redonda (Abordagens para trabalhar com usuários e familiares)
Olga: Open Dialogue: A abordagem que diminuiu casos de esquizofrenia na Finlandia
Debate: É possivel implementar Dialogos Abertos no Brasil
17:20 – 18:30Eduardo Maurão: empoderamento Familiar em Saúde Mental, Grupo de auto-ajuda

Segundo Dia: 11 Junho
Horários 11 Junho
09:00 – 10:30 Mesa redonda mediclaização da vida:
Presentation and Discussion about anti-psychotic medication
10:30– 11:00 Experiencia de usúrios e profissionais sobre medicalização
11:00-12:00 Dévora Kestel: Boas práticas na saúde mental na América Latina.
(participação: um participante, um palestrante, um usuário do serviço e um familiar)
12:00- 14:00 Intervalo para Almoço
14:00-15:30 Mesa Redonda: Psicose e diversidade de intervenções, Octavio Domont, Antonia Regina Furegato
15:30– 16:20Paul Baker: Por que as pessoas ouvem vozes, as vezes acreditam em coisas que outros acham estranho, ou parecem fora de contato com a realidade?,
16:20 – 16:40 Coffe Break
16:40 – 17:30 Debate: Que pode ajudar e o que não ajuda o usuário?
17:30 – 18:00 O que faremos a seguir?
Como colocar em prática o que aprendemos em nossos serviços
18:00 – 18:30 Apresentações culturais

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